"Aproximar o leitor de uma personalidade ímpar"

«Este livro é fruto de uma vasta investigação e de um corpo ficcional que permite humanizar esta figura histórica. Nas suas páginas pretende-se aproximar o leitor de uma personalidade ímpar, para que nelas apreenda as suas ambições e desesperos, as suas forças e pecados, mas sobretudo a visão e arrojo que o catapultaram para uma página assombrosa da História da Humanidade. .... (…) É graças ao génio criativo de João Morgado e à sua enorme capacidade de recrear ambientes numa linguagem que sabe respeitar o tom da época, sem cair em anacronismos, mas também sem ser pesada e de difícil leitura, que nos permite ficar facilmente inseridos num ambiente que nos leva a pensar estar a percorrer pela primeira vez toda a esfera terrestre como se estivesse lá há quinhentos anos atrás. Não é fácil captar aquela que foi uma existência tão forte e dramática como a de Fernão Magalhães mas João Morgado consegue-o plenamente porque tem o talento e o mérito de ter procurado e conseguido a verdade possível cobrindo-a com a sua imaginação tão cuidada e preocupada em dar uma nova vida a uma figura que se elevou à condição de imortal. .... (…) João Morgado sabe contar com um à vontade surpreendente histórias com aventuras, intrigas, angústias e alegrias que nos comovem e emocionam. Ele mostra-nos os contrastes entre sonhos de grandeza e riqueza em chegar a mundos muito longínquos onde se esperam alcançara grandes riquezas e poder mas terminam em pesadelos e sofrimentos…»

José Manuel Garcia (Historiador) IN: Prefácio, 03 de Setembro de 2019

«Este livro tem uma lição de história fortíssima. Hesito se podemos catalogá-lo como um romance. É muito realista. Precisamos uma nova categoria: “recriação histórica”. Dava um filme fantástico!» João Paulo Oliveira e Costa Planetário, Lisboa, 10.Set.19

João Paulo Oliveira e Costa (Historiador e Romancista) Planetário de Lisboa, apresentação da obra, 10 de Setembro de 2019

«Eu leio e penso: se não foi assim, foi exactamente assim, teve que ser assim. O que está nos diálogos, passe o exagero, é quase de certeza o que terá sido dito… e isso significa que, para um autor, escrever textos e diálogos, e os historiadores dizerem deve ter sido mesmo assim, tem de ter um rigor histórico muito bom.»

João Paulo Oliveira e Costa (Historiador e Romancista) Planetário de Lisboa, apresentação da obra, 10 de Setembro de 2019

"Um livro bem escrito e de grande rigor histórico, que decerto agradará a quem se interessar pelo tema dos descobrimentos. No entanto, se procura uma leitura leve para descomprimir, este não será o seu livro, dada a crueza dos relatos das execuções e batalhas..."

Adriana Nascimento "Deusmelivro" - Blog, 29.10.2019

"Há muito que não líamos um romance cujas páginas desafiavam tanto os limites do humano, arrepiando-nos."

Miguel Real Jornal de Letras, 23.10.2019

"De Fernão de Magalhães e a Ave-do-Paraíso destacaríamos com alto valor qualitativo a dimensão humana das personagens, a narração dos hercúleos tormentos colectivos sofridos pela tripulação ao longo da viagem, bem como a descrição in actu das características psicológicas individuais, nomeadamente a coerência ao longo de todo o romance por que é desenhada a personalidade de Fernão de Magalhães, homem obsessivo, a raiar os limites do fanatismo, capaz de morrer na defesa da sua ideia…"

Miguel Real Jornal de Letras - , 23.10.2019